quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Atenção, pedestres: o trânsito da Pauliceia está um perigo!

 

O respeito às leis de trânsito é, antes de tudo, um respeito à vida, já que qualquer descuido na condução de um veículo, e digo de maneira genérica, porque serve para caminhão, ônibus, carro, moto ou bicicleta - para ficarmos nos meios de transportes terrestres - pode representar acidentes fatais ou com sequelas irreversíveis.

Isto posto, quero jogar luz e críticas à condução de motociclistas, que, de uns tempos para cá (sobretudo neste período de pandemia), têm sido muito imprudentes, pra não dizer irresponsáveis, nas ruas de São Paulo. Mesmo em cruzamentos movimentados, tem sempre algum furando o farol vermelho e colocando a segurança dele próprio e de outras pessoas em risco.

Dia desses, ao ir à padaria, por pouco não fui atropelado por um, que veio pela contramão e sequer reduziu para passar. Atravessava pela faixa de pedestres, com um ônibus encabeçando a fila, e, ao ouvir o barulho de moto, reduzi a passada prevendo a infração, tão corriqueira nos últimos tempos, sobretudo nas periferias, independente do horário. Neste dia, não era 9h da manhã. 

À noite e aos finais de semana, o perigo aumenta, já que o volume de entrega de comida envenena ainda mais os aceleradores ansiosos por alcançarem números vultosos para atingirem metas e premiações oferecidas por aplicativos pouco preocupados com a vida e segurança destes entregadores. Pelo contrário, querem agilidade e números.


Imagem desta terça-feira (16), por volta de 06h40, na Av. Atlântica - Foto: Evandro Barbosa
Imagem da penúltima terça-feira (16), por volta de 06h40, na Av. Atlântica: desrespeito
Foto: Evandro Barbosa

     

Durante a semana, o comportamento não muda. Na Av. Atlântica (avenida que margeia a represa de Guarapiranga, na zona sul), por exemplo, onde tenho passado diariamente, os semáforos de pedestres são completamente ignorados por motociclistas e até alguns carros de passeio, de vez em quando, ou seja, precisa atravessar? Cuide-se, porque farol fechado não garante absolutamente nada.

E de quem é a culpa? Agentes da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) são cada vez mais raros na região. Por ter chovido nos últimos dias, o cruzamento da Av. Engenheiro João Goulart x R. Jequirituba ficou com semáforos em alerta por dois dias, e ali, o caos se instala durante todo o dia, praticamente. Aliás, este é um problema de décadas na capital paulista: choveu, semáforos pifam. E aí, o pedestre que se vire para atravessar, porque nem carros, nem motos dão trégua.

E para finalizar, prevejo muito trabalho para recuperar o respeito às leis de trânsito e a consciência da população paulistana que conduz veículos pela cidade. Há que se fazer campanhas de conscientização para termos de volta um respeito básico, que aprendemos nos primeiros anos de escola: pare, atenção, siga! 

Tudo isso no século XXI, em pleno 2021...ou seja, regredimos. 


segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Te amo, SP!

 

Já escrevi em outros aniversários da cidade de São Paulo, faltou inspiração ou oportunidade em outros, e neste sábado, acordei pensando em como traduzir em palavras o quão importante é este lugar na minha vida. Primeiro por ter nascido aqui, segundo por ser este o lugar onde meu coração sorri.


A descoberta efetiva veio em 2004, quando fui morar em São José do Rio Preto. Por 'n' motivos que não vem ao caso neste post, regressei à Pauliceia seis meses depois. Vale lembrar que nestes seis meses, a visitei três ou quatro vezes. A cada curva da rodovia dos Bandeirantes, a busca pela vista dos primeiros prédios era obsessiva. E quando se descortinava, a cidade parecia crescer ainda mais, parecia me abraçar tão logo saía à direita da rodovia, rumo à marginal Pinheiros.


 

Aqui tenho família, amigos, pais, irmãos, tios, primos, e a pilha em que vivemos, muitas vezes, impede que os veja com frequência. Com todas as dificuldades diárias, não consigo me ver em outro lugar. São Paulo é como o  trecho de 'decadence avec elegance' de Lobão: "é melhor viver 10 anos a mil do que mil anos a 10". A luta por um espaço, por reconhecimento profissional,  pelo sucesso na carreira, e sobretudo pela sobrevivência na metrópole, ganha uma espécie de dose diária de adrenalina, que faz a gente enfrentar com mais coragem à medida em que as barreiras crescem em nossa frente.

São Paulo é e se basta, mas está sempre pronta para receber mais um. De qualquer parte do mundo. Do analfabeto ao doutor. Do retirante fugitivo da seca nordestina ao chinês que aposta no sucesso de suas bugigangas. Aqui tem espaço para tudo e para todos, e quem chega com disposição está fadado ao sucesso.

Ah, a falta de segurança, o trânsito, a violência, o transporte público ineficiente...isso tudo a gente dribla com precaução daqui, bom  humor dali e vai vivendo, porque se fosse perfeito, na boa, não teria a menor graça.

Te amo, SP!


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

CAPACETE: não pedale sem ele !


Desde que voltei a pedalar mais frequentemente, em 2011, sempre me preocupei com a segurança e seus itens básicos: sinalização (iluminação), luvas e o principal deles: CAPACETE (em caixa alta mesmo, pra nunca mais ousar esquecer! rs.). De lá para cá, raríssimas vezes saí sem ele a qualquer lugar que fosse, mas ontem, domingo (1º), resolvi usar apenas um boné para um rápido bate-volta Sesc Interlagos - Villa Lobos.

No caminho, ao encontrar o amigo Gil (que estava devidamente paramentado), o primeiro assunto foi este: "vim de boné hoje, vai ser rápido, depois vou jogar bola...", e ainda brinquei que não estava 'afim de cair hoje'. Ninguém sobe numa bicicleta pensando em cair, e consequentemente, por mais habilidoso que seja na condução dela, também jamais sabe o dia em que algum imprevisto o levará ao chão. 

Vinha numa velocidade média (15k/h) pela Av. Atlântica, por volta de 16h, e, sobre a ciclovia do canteiro central já molhada (ainda não inaugurada, mas livre), a garoa persistia. Numa certa altura, a ciclovia bifurcou e fiz rápida curva à direita, para se manter na mão correta. A roda dianteira deslizou e, pela velocidade, mal deu tempo de amenizar a queda com as mãos: fui de cara, bati o lado direito do rosto e tive escoriações no ombro do mesmo lado. Levantei-me rapidamente, "bati a poeira", conferi a bike e segui o pedal de volta para casa.






Hospital Grajaú


Após um rápido banho, almocei e ainda visitei um amigo, mas ao retornar, vi que as dores no pescoço e o inchaço no rosto aumentavam. Depois de muita relutância, a esposa me convenceu a procurar o pronto socorro.


O atendimento no HGG- Hospital Geral do Grajaú, que inicialmente tinha a afugentadora previsão de cinco horas de espera, nem passou perto disso. Em 30min. lá estava eu, pranchado e com coleira cervical. Achei um exagero, mas a médica carioca me deu o panorama da gravidade de uma possível lesão cervical e segui as instruções. O pesadelo de passar a noite numa maca, imobilizado e tendo apenas o teto como companheiro, começou às 20h50 e só terminou às 07h20 desta segunda-feira (2).


Entre tomografias e raios-x, conduzidos pela paciente enfermeira Cida, festejei a ausência de fraturas e saí apenas com um rompimento do ligamento do punho direito, e o sufocante colar cervical. Apesar da demora entre uma ação e outra, só tenho a agradecer ao hospital. Meu atendimento, de fato, começou às 06h, quando fui encaminhado ao competente ortopedista, Dr. Vital Kenji Nozaki. Perfeitamente compreensível, dada a quantidade de pessoas em estado mais grave que o meu, e que realmente careceram de prioridade. 

Enfim, até a alta, foram quase 12h na Traumatologia do Hosp. Grajaú. Susto que pareceu ser apenas arranhões, acabou com um colar cervical, meia tala de gesso no braço direito e a auto-promessa de não mais ir à esquina, sem capacete.

Vá de bike e nunca ande sem capacete! ;-) 


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Acorda, São Paulo!


Há tempos não escrevo aqui. Dois dias depois do aniversário da Pauliceia, cá estou, e infelizmente não é para felicitar a cidade. A triste realidade paulistana começa (e explica muita coisa) por esta imagem:



Absurdo o que viveu na noite desta terça-feira, o amigo, e antes de tudo, cidadão Tony Marlon. Segundo o relato dele, circulavam idosos, mulheres, crianças, e a PM - Polícia Militar, simplesmente explode cerca de OITO bombas de gás lacrimogêneo dentro da estação Pinheiros - L4 do metrô. Como podemos, numa metrópole como esta, ter policiais tão despreparados? 



É agir e não mensurar as consequências. Nem para eles mesmos. Pergunto: existe comando nessas ações, ou um explode, o outro vai no vácuo e joga outra bomba? Porque é essa, a impressão que dá. Nem entrarei no mérito do protesto ou de quem iniciou o confronto, mas passou da hora da polícia paulista aprender a lidar com essas situações, sobretudo depois dos inúmeros protestos de 2013. Pelas fotos e o relato do Tony, ninguém realizou quebra-quebra ou desafiou os PMs. Simplesmente, usuários circulavam ali naquele momento a caminho de suas casas e manifestantes, pela foto acima, se concentraram dentro da estação. Muitos deles já estavam indo embora. 

" (...) há pouco estávamos na estação faria lima, com uma parte do grupo querendo ir embora após a manifestação, e a pm nos expulsou a base de empurrões e muita porrada, após fazerem aquela formação padrão, com os escudos. discutindo com um policial, eu disse que ele não tinha direito de encostar em mim, pois eu não estava no caminho dele. a resposta foi a óbvia: me empurrou, bateu." Tony Marlon, cidadão paulistano.

As imagens são a prova do desespero. Os próprios PMs e seguranças do metrô pulando as catracas e fugindo do local. E quem acabou de chegar na estação, nem imagina o que está acontecendo e precisa subir todos aqueles lances de escada? Absurdo. Despreparo. Incompetência. Faltam adjetivos para uma insanidade dessas. 





Acorda, São Paulo!

Fotos extraídas do twitter: Centro de Mídia Independente - @cmi_saopaulo

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Viva o futebol


A intenção era espiar a estrutura da Fan Fest, o telão, a dinâmica de uma partida de Copa do Mundo para milhares de pessoas "extra-estádio", mas nem consegui entrar. O aviso era claro e em caixa alta: LOTAÇÃO MÁXIMA. Previsível, já que o apelo de uma semifinal entre Argentina x Holanda, fala por si. 

Está certo que chegamos (Gil e eu) já na metade do primeiro tempo, mas não demorei a perceber que estava diante de um fato histórico. E a espiada virou registro jornalístico, já que o mergulho na profissão não nos deixa ver as coisas sob o olhar comum.

Do viaduto do Chá, desci para o Vale do Anhangabaú, nas costas da Fan Fest. Torcedores argentinos se multiplicavam diante de televisores nos bares próximos à estação de metrô e o clima de tensão no decorrer do jogo, aparentemente, nem era tão grande assim. Felizes, parecendo adivinhar o desfecho da batalha e confiantes na trupe liderada por Messi, bebiam e celebravam, e muitos deles, sequer olhavam para a TV. Um solitário brasileiro pintou a bandeira holandesa no rosto e parecia estar arrependido da escolha.


No fim da partida, após o empate sem gols, uma rápida circulada na rua João Adolfo e os carros estacionados que dominavam o quarteirão traziam, em sua maioria, placas da Argentina. Na esquina da rua Gagliotti, um ônibus de Buenos Aires. Voltei para o bar e parte daquela multidão roía as unhas durante a prorrogação. Fim de jogo. Pênaltis, e a explosão da primeira defesa foi maior que a do gol de Messi. Estava escrito e eles sabiam: Argentina na final.

Em poucos segundos, o calçadão virou arquibancada e a festa teve lágrimas, abraços demorados e muita vibração ali, diante dos meus olhos e da câmera do celular, que disparava para todos os lados. Este cara aqui, chorava como criança. E muitos outros torcedores foram às lágrimas com o desfecho. 


Deixei o bar e  fui conferir a euforia dos hermanos. Pela paixão que eles têm pelo futebol, eram merecedores de tudo aquilo. A polícia brasileira nem teve trabalho e só assistia a festa. Subiram numa banca de jornal, tomaram os portões de um prédio. Locos, como eles dizem. 


Nas escadarias do Teatro Municipal, uma reprodução das arquibancadas de La Bombonera. Vibraram e cantaram por longo tempo com bandeiras e camisas. Na saída, não pude me furtar de ouvir uma garota brasileira, ao lado de outras três, paralisadas diante de tudo aquilo: "nem fudendo que vou torcer pra Alemanha domingo".


Viva o futebol. 

sábado, 15 de março de 2014

Novas ciclovias em SP: a cidade agradece


Como cidadão e ciclista, comemoro cada centímetro de ciclovia que São Paulo possa ganhar, mas o anúncio da construção dos novos 37 km, feito pelo prefeito Fernando Haddad, cabe discussão a partir da crítica ao trecho Largo da Batata/Faria Lima (que já existem), passando pela Berrini, Água Espraiada até a ponte João Dias.

Entrada ciclovia do Rio Pinheiros - acesso Av. Miguel Yunes Foto: Evandro Barbosa
Primeiramente, gostaria de saber se o ilustre prefeito e sua equipe conhecem a região. Ao que parece, não. Investirão num trecho em que pode muito bem ser interligado por uma ciclovia curta entre a Faria Lima e a ponte Cidade Jardim, pela própria Av. Cidade Jardim, e o ciclista terá à disposição, toda a extensão da marginal Pinheiros para chegar à ponte João Dias. 

Mas e quem quiser ir para a Berrini ou Av. Água Espraiada? Está certo que a ciclovia "atravessou" a marginal devido às obras do faraônico monotrilho, mas e as prometidas saídas em todas as estações? Quando sairão do papel? Uma vez disponíveis estes acessos em todas as estações, estimulariam o uso da bicicleta a quem trabalha na região, e essas interligações, Berrini / Espraiada, seriam atendidas com tranquilidade a partir das estações Berrini e Morumbi. E nem precisa ser um acesso tão trabalhoso, provavelmente caro (e demorado) quanto o da estação Santo Amaro. Saídas simples, como a da estação Jurubatuba (foto abaixo), funcionariam da mesma forma.

                          Acesso da estação Jurubatuba (CPTM): estrutura simples e de baixo custo                          Foto: blog Pedal Animal

Segundo o site Pensamento Verde, "de acordo com a prefeitura, o trecho da ciclovia entre as avenidas Luis Carlos Berrini e Água Espraiada deve se entregue em até 15 meses, em abril de 2015." Ora, quase um ano e meio para fazer uma obra de quase 2km? Não conheço a planta do projeto, mas parece uma previsão muito distante da realidade, sem considerar o custo da obra (não divulgado), e ao meu ver, completamente desnecessária. 


Outra solução simples e de baixo custo, seria a criação de faixas nas largas ruas que cortam a região da Berrini, como a Av. Nova Independência, por exemplo. Faixas exclusivas para bicicletas, como as implantadas nas ciclorrotas da região de Moema, que certamente aumentariam a segurança de quem pedala diariamente por ali e poderia se estender até a Av. Água Espraiada sem o menor problema. 

Reflita aí, Sr. Haddad, e se possível, ouça usuários para construir novas ciclovias em pontos que a cidade realmente precise. 

sábado, 25 de janeiro de 2014

Te amo, SP!


Já escrevi em outros aniversários da cidade de São Paulo, faltou inspiração ou oportunidade em outros, e neste sábado, acordei pensando em como traduzir em palavras o quão importante é este lugar na minha vida. Primeiro por ter nascido aqui, segundo por ser este o lugar onde meu coração sorri.




A descoberta efetiva veio em 2004, quando fui morar em São José do Rio Preto. Por 'n' motivos que não vem ao caso neste post, regressei à Pauliceia seis meses depois. Vale lembrar que nestes seis meses, a visitei três ou quatro vezes. A cada curva da rodovia dos Bandeirantes, a busca pela vista dos primeiros prédios era obsessiva. E quando se descortinava, a cidade parecia crescer ainda mais, parecia me abraçar tão logo saía à direita da rodovia, rumo à marginal Pinheiros.




Aqui tenho família, amigos, pais, irmãos, tios, primos, e a pilha em que vivemos, muitas vezes, impede que os veja com frequência. Com todas as dificuldades diárias, não consigo me ver em outro lugar. São Paulo é como o  trecho de 'decadence avec elegance' de Lobão: "é melhor viver 10 anos a mil do que mil anos a 10". A luta por um espaço, por reconhecimento profissional,  pelo sucesso na carreira, e sobretudo pela sobrevivência na metrópole, ganha uma espécie de dose diária de adrenalina, que faz a gente enfrentar com mais coragem à medida em que as barreiras crescem em nossa frente.



São Paulo é e se basta, mas está sempre pronta para receber mais um. De qualquer parte do mundo. Do analfabeto ao doutor. Do retirante fugitivo da seca nordestina ao chinês que aposta no sucesso de suas bugigangas. Aqui tem espaço para tudo e para todos, e quem chega com disposição está fadado ao sucesso.




Ah, a falta de segurança, o trânsito, a violência, o transporte público ineficiente...isso tudo a gente dribla com precaução daqui, bom  humor dali e vai vivendo, porque se fosse perfeito, na boa, não teria a menor graça.

Te amo, SP!



sábado, 18 de janeiro de 2014

Palmeiras minha vida é você !


Neste lindo sábado de sol na Pauliceia começa o Campeonato Paulista de um ano especial para o Palmeiras. Renascido das cinzas da Série B em 2013, o alviverde inicia a temporada determinado a brilhar no ano do centenário.



O Palmeiras, com a força da camisa e elenco reforçado, deve começar o ano com o pé direito. O adversário de hoje é o Linense, que fez boa campanha no ano anterior, mas, é inegável que não assusta.  Paulo Nobre, ao que parece, caminha para por ordem na casa. Reduziu salários, implantou premiações por produtividade e contratou com os pés no chão. Manteve Gilson Kleina, que depois do feito em 2013, merecia realmente, um voto de confiança para a nova temporada. 

Nas arquibancadas, o sentimento é de otimismo. Teremos a reabertura do Palestra Itália, que agora atende por Allianz Arena e a paixão pelo clube que completa 100 anos tende a aumentar ainda mais em 2014. Há alguns anos, quando confirmaram que sediaríamos a Copa do Mundo, disse a alguns amigos que o Palmeiras brilharia mais que a Seleção em 2014. Hoje já admito dividirmos os holofotes com a camisa amarela, que não deve decepcionar no Mundial.



Enfim, chegou a hora. Fernando Prass; Serginho, Tiago Alves, Henrique e Juninho; Marcelo Oliveira, Renato, Wesley e Mazinho; Diogo e Alan Kardec. Este é o time que vai entrar em campo hoje, às 17h, no Pacaembu. E todos estão com sede de vitória, de brilharem com a camisa que já vestiu Ademir da Guia, Oberdan Cattani, Julinho Botelho, Dudu, César Maluco, Luís Pereira, Marcos, Edmundo, Roberto Carlos, Rivaldo, César Sampaio, Evair e tantos outros craques do futebol brasileiro.


Força, Palmeiras!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Rota Márcia Prado 2012 - Impressões de um espião


Infelizmente não pude participar do passeio ciclístico "Rota Márcia Prado 2012", mas registrei alguns momentos do início do trajeto e adicionei fotos de amigos que se juntaram aos mais de 7 mil ciclistas.

Confira no vídeo.


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Calor, humanos!



Começo este texto pela foto e uma frase-chavão, do filósofo chinês, Confúcio: "uma imagem vale mais do que mil palavras".




A foto é simples e mostra uma mulher dando água a um cão. A vida na metrópole é avassaladora. O tempo parece engolir a gente, que tenta fazer diversas coisas ao mesmo tempo, corre contra o relógio, e no fim do dia chega à conclusão de que não conseguiu realizar metade dessas tarefas.


Estava hoje, exatamente nessa luta diária, e me deparei com a cena da foto. Aliás, tive o prazer e por que não dizer, privilégio de participar dela. Saí apressado de um prédio na esquina da Rua Humaitá com a efervescente Brigadeiro Luiz Antônio, e notei que esta mulher vinha apressada atrás desse cachorro: "toma a água, toma a aguinha", dizia ela, e o cão, meio sem entender a gentileza, acelerando o passo. No calor que se descortinou na Pauliceia, nesta bela quarta-feira ensolarada, o pobre cão caminhava com meio metro de língua para fora.

Saí do prédio, acelerei o passo e ouvi os pedidos da mulher. Entendi a cena, cerquei o cachorro e a mulher, que nem faço ideia de quanto tempo e de qual ponto iniciou a perseguição, finalmente conseguiu ofertar-lhe um copo descartável, grande, repleto de água. Em segundos, o cachorro secou a gentileza, e logo o evento começou a ganhar plateia. A mulher ficou observando, e, no momento da foto, ela pegou o copo e pediu mais água, num bar em frente. Depois da foto, parti.
Quantas pessoas nessa cidade prestam atenção a um cachorro na rua? E por mais apressada que tivesse, a mulher não perdera mais que 10 minutos para matar a sede do animal.

Não sei o que aconteceu, mas o gesto da mulher me deixou eufórico com a humanidade, que a cada dia que passa, se mostra mais individualista, mesquinha e hipócrita. Tem gente que passa o dia em redes sociais postando correntes de ajuda a animais, pessoas doentes e afins, e se restringe a isso, como se tivesse fazendo um grande bem ao planeta.

Altruísmo é isso. É ter percepção e ajudar sem segundas intenções. Experimente desligar o computador e sair às ruas, repetir um gesto como este, visitar um asilo, um doente. O mundo precisa de calor humano e nossa genética já soube fazer isso muito bem. Hoje, tenho minhas dúvidas.



domingo, 18 de novembro de 2012

É hora de acordar


Há exatos um ano e meio não falei de futebol neste blog, nem quero me desculpar por longo tempo longe destas quatro linhas. Voltei. E retorno num dia triste para a nação palestrina. Gente que sofre, que depende de um gol de canela que seja, para sorrir no dia seguinte e ter ânimo pra enfrentar a luta diária.

O Palmeiras, mais uma vez, caiu para a segunda divisão. Lembro-me como ontem, da primeira queda. Time apático, jogadores com mãos na cintura e vendo a 'banda passar'. Dodô, aquele dos 'gols bonitos', que o diga. Enfim, um choque para que o clube acordasse, se reestruturasse e, sobretudo, ressurgisse como manda o hino mais lindo do mundo: 'sabe sempre levar de vencido e mostrar, que de fato é campeão'.

Subimos com méritos, na bola, sem tapetão ou ajuda de arbitragem. Sob a liderança de Marcos, hoje canonizado pela torcida alviverde, reacendemos  um amor incondicional, seja na B, na C ou qualquer lugar ou condição que o time estivesse. Suamos, choramos e vencemos a maioria das batalhas. Ressurgimos campeões.

O novo choro é um misto de vaias e aplausos. Vaias para um presidente medíocre, que assume a fraqueza e aceita a derrota como se fosse nossa tradição. Aplausos para um atacante, que nem brasileiro é, e tatuou o escudo no peito como nenhum outro fez ou faria pelo clube. Dos diversos fracassados, Barcos, você tentou transformá-los em vencedores, mas faltou vontade da parte deles. 


                                  "Eu canto, eu sou Palmeiras até morrer"

Da 'torcida que canta e vibra', faltou paciência num momento crucial. Promover quebra-quebra e prejudicar os mandos de campo em jogos fundamentais para a sobrevivência do time, desculpe, galera, foi assinar atestado de burrice num jogo em que tínhamos tudo para vencer, mas esbarramos na falta de frieza de Luan, que terminou expulso e saímos derrotados diante do arquirrival.

Agora, nos resta terminar este ano com dignidade, uma de nossas marcas. E em 2013, que novas pessoas comandem o clube. Que o respeito pela entidade e sua imensa torcida seja prioridade, e que voltemos a ser forte e grande, como sempre fomos. 

Força, Palmeiras!

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Abertura do Circuito Corpore 2012 : 11k na USP


Há tempos, desde as charmosas provas da Nike 10k, não corria na USP. Há exatos 30 dias, a Corpore Brasil promoveu a 2ª Corrida e Caminhada Wall Mart 11k, nas arborizadas e tranquilas ruas da universidade.

Com temperatura na casa dos 23 ºC e tempo nublado, a prova de 11 km transcorreu num ritmo contagiante de alegria e integração entre os corredores, característica comum no esporte: gente bonita, de bem com a vida e à procura de bem-estar na prática esportiva.

Muito bem organizada, a prova contou experimentalmente com a largada em ondas, prática adotada na Maratona de Nova Iorque, em 2009, e "importada" pela Corpore, onde os corredores informam o tempo médio em que pretendem percorrer cada quilômetro e são divididos de acordo com esta expectativa, largando aos poucos, para não provocar tumulto e não prejudicar a quem busca melhoria na performance.

No vídeo abaixo, confira fotos do evento e entrevistas com os maratonistas Rubens Rodrigues e Letícia Radaic.


terça-feira, 6 de março de 2012

Bicicletada SP: "mais amor, menos motor"

Aproximadamente cinco mil ciclistas participaram da #BicicletadaSP, na noite desta terça-feira (6), na Av. Paulista. O movimento, que aconteceu em mais de 35 cidades do país, teve concentração na Praça do Ciclista, entre a R. Bela Cintra e R. da Consolação, e de lá, partiu rumo ao Paraíso, passando pelos locais dos acidentes que vitimaram Juliana Dias e Márcia Prado, coincidentemente, próximos.

O principal objetivo, além de homenagear as duas ciclistas tragicamente mortas na avenida mais importante da Pauliceia, era pedir mais respeito aos motoristas e autoridades competentes, como mostrará a entrevista com Eduardo Merheje, que se mostrou contra a paralisação dos dois sentidos da via, ocorrida momentaneamente em dois pontos da passeata, e acendeu uma vela preta, no cruzamento da Paulista com a R. Maria Figueiredo.


Depois de paralisar a pista sentido Paraíso, a #bicicletada seguiu pela R. 13 de Maio, passou pela R. Maria Paula, com direito a uma pausa em frente à Câmara dos Vereadores. Depois, segundo o ciclista "Mario Bros", outra parada e muitos protestos diante da 'casa do Copas', mais conhecida como sede da Prefeitura de SP;, Pça da República, Rua Augusta e completou o giro, regressando à Praça do Ciclista.


Uma 'pequena' cicloativista, Ellen Cristine, 8, chamou a atenção por verbalizar sua indignação ininterruptamente, ao longo da passeata: "Todas as crianças da minha escola estão lutando para salvar a natureza", esbravejou.


Confira o vídeo abaixo, do início dos protestos, e as demais entrevistas, postarei em breve:

quinta-feira, 1 de março de 2012

Ciclovia do Pinheiros: dá para melhorar


Com a trégua das chuvas nas últimas semanas, tenho conseguido ir ao trabalho de bicicleta, praticamente todos os dias. Utilizo a ciclovia do Rio Pinheiros, da entrada principal, na Av. Miguel Yunes, até a saída, na Vila Olímpia. Pedalando sem pressa, gasto cerca de 30/35 minutos.

O que me espanta numa cidade como São Paulo é uma alternativa como esta, à disposição de quem queira usar, seja tão pouco aproveitada pela população. Está certo que a infra-estrutura não está 100%, como já deveria estar se as promessas dos nossos governantes fossem cumpridas, no entanto, creio que falte um pouco de coragem ao mesmo pessoal que lota a ciclovia aos finais de semana.

Saída estação Santo Amaro: para inglês ver e pouca gente usar

No horário em que costumo ir, encontro, se muito, duas ou três pessoas a caminho do trabalho. Anteontem por exemplo, conversei com o João, que trabalha no Itaim e pedala do Grajaú até lá, todo santo dia. Faça chuva ou faça sol. Para ele, "o pessoal gosta é de ir cochilando em pé, com gente pendurada nas costas", referindo aos trens lotados, que aceleram paralelamente. Para Wesley Vinícius, 18, "falta melhor cuidado com a pista, já que vários buracos tomam conta do trajeto. E a diminuição dos veículos na ciclovia também ajudaria bastante", afirmou.

Dia desses, através do twitter, dirigi essas perguntas à Soninha Francine, cicloativista e pertencente à casta de políticos da Pauliceia: "Alô , sabe da promessa de construção de saídas da Ciclovia do Pinheiros nas estações? Tem alguma previsão das autoridades?"

Infelizmente, não obtive resposta.

Das autoridades, para que mais pessoas possam se valer deste saudável meio de transporte nos dias úteis, é preciso que:

1) cumpram a promessa de construção das saídas em TODAS as estações da CPTM; Creio que a saída da estação Jurubatuba seja um modelo prático e econômico, diferente da obra astronômica que fizeram na estação Santo Amaro (foto);

2) amplie o horário de fechamento, que hoje, com o fim do horário de verão, voltou a ser às 18h15; O ideal seria mantê-lo, no mínimo, até às 19h15*. (ou nao havia percebido, ou curiosamente mudaram hoje, e a ciclovia continuará aberta até às 19h15, até 1º de abril)

3) ilumine todo o trecho em utilização, da Miguel Yunes à Cidade Universitária;

4) Diminua a circulação de veículos "particulares" (são muitos, e muitas vezes, em alta velocidade);


E por último, um recado a quem nos observa da plataforma, esperando trens lotadíssimos e desconfortáveis ou mesmo, dos carros, parados no trânsito da marginal:

Venha para a ciclovia. Os benefícios são incalculáveis. Em todos os sentidos.




terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Esquadrão Ibiraense: tetracampeão em Itajobi


Estive, no início de 2012, mais uma vez na sempre hospitaleira e fervilhante Ibirá, estância hidromineral, distante 400 km da Pauliceia, entre Catanduva e São Jos
é do Rio Preto.

Convidado pelo Auxiliar Técnico, Itamar, fui acompanhar a estreia do time da cidade, nas Jornadas de Itajobi, distante cerca de 40 km. A competição, que no decorrer do ano, acontece em várias praças, inclusive em Ibirá, envolve diversas modalidades e possui atletas de todas as faixas etárias. Como incentivo a prática de esportes, as respectivas prefeituras oferecem transporte gratuito aos seus nativos.


Ibirá: experiência e juventude que coleciona títulos


Campeão das edições de 2008, 2009 e 2010, a gana pelo tetracampeonato amador pode ser vista na bronca do técnico Giba, que depois de assistir um primeiro tempo de várias chances criadas, amplo domínio da partida e nenhum gol no placar, deu bronca geral na rapaziada.


Fato é que no segundo tempo, a vitória veio e os próximos adversários foram batidos um a um, até a grande final, contra Marapoama. Falei há pouco com o goleiro Ricardo, e não deu outra: o esquadrão ibiraense venceu por 3 a 1, e começou o ano com troféu na galeria.




quinta-feira, 4 de agosto de 2011

SG Método Runners: 10k na Cidade Maravilhosa


No último domingo (31), a equipe SG Método Runnes, desembarcou em solo carioca para participar da Corporate Run RJ. Manhã ensolarada no Aterro do Flamengo e pontualmente às 8h da matina, soou a sirene da largada.

Segundo a organização do evento, 2000 corredores inscritos para as provas de 5k e 10k. Nosso time, preparado para correr os 10k, teve a baixa deste que vos fala, que só suportou 5k e decidiu abandonar a prova após um incômodo no tornozelo esquerdo.



Denominada "Equipe Samuel" em homenagem ao colaborador 1063 Samuel, nosso número de peito, Edson, Maxwell e Raiane seguiram firmes na prova de 10 quilômetros. O resultado você vê agora, no vídeo abaixo.




quarta-feira, 11 de maio de 2011

Hora de erguer a cabeça e seguir em frente


Sabíamos que seria difícil, mas não era impossível. Talvez um pouco mais de ousadia de Felipão, que entrou com três volantes e poderia ter apostado num time mais ofensivo desde os primeiros minutos. Vencemos. Marcos Assunção em inúmeras tentativas de faltas e escanteios foi mortal mais uma vez e marcou um golaço. Apesar de não apagar a goleada e tampouco conquistar a classificação, o Palmeiras se mostrou forte, conciso e acima de tudo, guerreiro. Faltou isso em Curitiba.

Precisamos de reforços? Sem dúvidas. Luan, Márcio Araújo, Leandro Amaro, João Vítor...esses podem emprestar, doar, mas não estão a altura do Palmeiras. Se serve de consolo, o alviverde quebrou uma série de 24 vitórias consecutivas do Coxa. Tem potencial e pode recuperar o brilho que o fez chegar às semifinais do Paulistão, e porque não dizer, às quartas de finais da Copa do Brasil.

Agora é erguer a cabeça e começar o Brasileirão com vontade, disposição e garra demonstradas hoje no Pacaembu. O time é mediano, sim, mas está bem armado e pode surpreender para, ao menos, almejar Libertadores. Sem contratações, fica difícil falar em título, mas dá para chegar entre os quatro.

Força, Palmeiras.

*Foto de José Patrício /AE, extraída do site do Estadão.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Eu acredito!

O Palmeiras perdeu por 6 a 0 para o Coritiba, na Copa do Brasil. O Coxa está num ótimo momento, invicto há um bom tempo e colecionando uma vitória atrás da outra. Com todo respeito à história do Marcos, este jogo não era o momento certo para ele retornar. Sem ritmo de jogo, atrás de um time engessado, apático e com a cabeça na derrota para o Corinthians.

Quando vi Felipão lamentando a eliminação no Paulistão, minutos antes do jogo, bastou 20 minutos de jogo para perceber que o time não virou a página do estadual. Burrice. Para um técnico como ele, que trabalha o emocional do grupo, chegar a uma decisão de Copa do Brasil pensando em derrota é atrair o fantasma que adora montar barraca no terreno alviverde.

O Coritiba não é nenhum Barcelona, não tem nenhum Messi, e pode muito bem ser goleado aqui em São Paulo, mas o comportamento tem que ser outro. É uma missão quase impossível, mas serão mais 90 minutos de jogo e um time ofensivo pode mudar essa história. Sem medo, sem fantasmas e com vontade de vencer.

Força, Palmeiras!


segunda-feira, 4 de abril de 2011

Valeu, Gladiador



Do lado oposto: coração partido, mas, feliz

Pela segunda vez na vida me aventurei a assistir um jogo do meu time na torcida adversária. Na primeira, contra o São Paulo, na Libertadores de 2009, ganhei um "camarote grego" do amigo Petrocilo. Imaginando um misto de torcedores, só encontrei tricolores no tal camarote. Uma tortura.

Eis que ontem a cena se repetiu. Surgiu a oportunidade de conhecer a Vila Belmiro ao lado dos amigos Márcio Santos e Tony Marlon, e do primo Marcelo Reis. Descemos a serra sob garoa insistente e, "em cima do laço", chegamos às 15h20 na Vila Famosa.

Ruas tomadas por torcedores santistas e um susto: "INGRESSOS ESGOTADOS", dizia o aviso nas bilheterias. Pânico momentâneo a pouco menos de 30 minutos do início do duelo. Rodamos daqui e dali, entramos na fila do Setor Visa e a ingrata surpresa do ingresso a R$ 110. Sem direito a meia entrada. Declinamos e fomos atrás dos cambistas. O preço médio era R$ 90, mas logo flagramos cambistas comprando ingressos "sobrando" de outros torcedores santistas.

Não demorou e conseguimos as entradas, até mais em conta que o preço normal do ingresso. Setor 7 e vamos nós. Torcida Jovem em peso e eu lá, misturado a nação santista. Bola rolando, coração disparado e o exercício de controlar as emoções nos lances alviverdes entrou em ação.

Marcelo, debutando na Vila Belmiro sua primeira incursão a um estádio de futebol era todo tensão. Louco para ver um gol alvinegro na nublada tarde de domingo. Até viu e se emocionou com a explosão da torcida, mas o árbitro anulou, apontando de forma correta, impedimento.

Com Ganso e Neymar apagados, o segundo tempo caminhava para o final sem gols até a bola chegar aos pés de Patrik. Um passe malandro, de futebol de salão, deixou Kléber na cara do gol e ele só teve o trabalho de dar um tapa na bola e sair para o abraço palestrino, nas arquibancadas bem a sua frente.

Eu, do lado oposto, senti uma explosão tremenda no peito, o grito subiu com velocidade, mas travei os dentes, levei as mãos ao rosto como se santista fosse, e deixei meu coração festejar solitário, como o gol de K30 na bela Vila Belmiro.

Obrigado, Gladiador.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Sampa 18 graus


Daqui a pouco a minha amada Pauliceia (preferia com acento, mas vá lá...os desocupados da ABL mudaram, paciência), completará 457 anos.

Hoje achei que iniciaria a comemoração perto das 18h, pós-expediente, mas já passam das 23h30 e ainda estou trabalhando. Quer jeito mais peculiar de festejar o aniversário da cidade? Isso é São Paulo. Uma cidade que transpira sem parar.

Fernanda Abreu, certo dia, fez "Rio 40 Graus". Uma letra que, se falasse de São Paulo, não precisaria mudar uma vírgula. Ou melhor...só mudaríamos a temperatura da cidade pra casa dos 18, 19, e colocaríamos um garoazinha para temperar. Aqui quem ferve são as pessoas e suas buscas. "Capital do sangue quente do melhor e do pior do Brasil". Essa frase cai como uma luva no nosso cotidiano.


Favela Paraisópolis x Morumbi: espaço para todos

E tem beleza? Evidente que sim. Quem circula pelas ruas, praças e avenidas sabe o extrair o belo, a poesia advinda dos escombros de um prédio abandonado em meio ao caos. Quem mora aqui lida com trânsito, violência, alagamento... e dribla, como um Neymar inspirado, quantos obstáculos aparecerem pela frente. Num baile suave, paciente e calculado. E sabe ser solidário, respeitar o próximo, ceder a vez.

Gostaria de verbalizar todas as emoções que se descortinam na minha mente. Agruras, alegrias, lágrimas, risos...mas o dever me chama, clamando pela conclusão. Para que eu possa brindar os 457 anos de corpo e alma e recomeçar na quarta-feira, com a certeza de que a Pauliceia é meu lugar. Pra sempre.

Parabéns, minha jovem senhora!!! Te amo!!!

*Foto extraída do Blog da Dilma